Região de Capitólio: Passeio no Lago de Furnas

Carnaval 2017. Passeio de lancha no Mar de Minas. 

Na segunda-feira de Carnaval fomos fazer o tão famoso e comentado passeio pelo Mar de Minas, ou seja, o passeio no Lago de Furnas.

O Lago de Furnas é um lago artificial (considerado um dos maiores do mundo), construído como reservatório para a Usina de Furnas, na década de 1960, e banha 34 municípios mineiros. A fama de Capitólio deve-se pela grande quantidade de imensos cânions que represam a água, formando paisagens de tirar o fôlego, seja admirando por baixo, ou por cima.

Para fazer o passeio de barco pelo Lago de Furnas você tem várias opções, desde contratar com agências de turismo, demais estabelecimentos ali no entorno da marina, ou diretamente com os donos de lanchas.

Diversos websites vendem o passeio, que é bastante procurado. Então, reservas antecipadas são necessárias caso queira ter a certeza de que no dia escolhido você conseguirá fazer o passeio.

As opções mais comuns são:
– o passeio de lancha, com duração aproximada de 2 horas, fazendo quatro paradas.
– o passeio de chalana, com duração aproximada de 4 horas, fazendo duas paradas.

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Além da diferença de valores, a escolha pela lancha ou chalana vai um pouco da sua preferência e perfil. A lancha é mais ‘direto ao ponto’; leva você rapidamente aos pontos turísticos. A chalana é um bar flutuante, com comida, bebida, música alta, banheiros. Segue lentamente até os pontos turísticos.

Fizemos a nossa reserva diretamente com a Quilombo Turismo, de São João Batista do Glória. Na realidade a Quilombo intermediou a contratação com o Restaurante do Turvo, que é um dos estabelecimentos do entorno que oferecem o passeio. Não houve nenhum acréscimo no valor, que foi pago em dinheiro somente no dia do passeio.

Na época pagamos R$ 70,00 por pessoa, para o passeio de lancha.

Do Glória até o Restaurante do Turvo demoramos 40 minutos. O passeio estava agendado para as 9h, mas optamos por chegar um pouco mais cedo até para encontrarmos lugar para estacionar. E os estacionamentos já estavam bem cheios.

Lago de Furnas, MG-50 e a Ponte sobre o Rio Turvo.

Lago de Furnas, MG-50 e a Ponte sobre o Rio Turvo.

Lancha chegando à marina, no Lago de Furnas.

Lancha chegando à marina, no Lago de Furnas.

O passeio operado pelo Restaurante do Turvo é bem organizado. Após o pagamento, a gente fica ali na área externa do restaurante aguardando o horário, até um organizador nos chamar e nos levar até a marina, direcionando os grupos para as lanchas.

Lancha do passeio operado pelo Restaurante do Turvo.

Lancha do passeio operado pelo Restaurante do Turvo.

A lancha segue seu curso em alta velocidade, deixando ondas de água por onde passa. Devido a essa velocidade, é possível fazer mais paradas em menos tempo de passeio, quando comparado a chalana, que navega lentamente.

Lancha cortando a água no Lago de Furnas.

Lancha cortando a água no Lago de Furnas.

Chalana navegando no Lago de Furnas.

Chalana navegando no Lago de Furnas.

A primeira parada que fizemos foi no Vale dos Tucanos, após 20 minutos de navegação. Obviamente não há mais tucanos ali no vale, afastados provavelmente pela presença massiva de lanchas e pessoas nadando no local.

O lago é cercado por imensos cânions.

O lago é cercado por imensos cânions.

Lago de Furnas - Vale dos Tucanos.

Lago de Furnas – Vale dos Tucanos.

Mesmo sem os tucanos, o lugar é impressionante, pela altura dos paredões que o cercam e pela água límpida.

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A lancha faz uma parada para as pessoas nadarem. Quase todas as lanchas têm como norma o uso obrigatório de colete salva-vidas para quem vai para a água, sabendo nadar ou não. Alguns estavam sem colete, ou por não ser obrigatório no passeio que contratou, ou por desobediência mesmo.

Lago de Furnas - Vale dos Tucanos.

Lago de Furnas – Vale dos Tucanos.

A segunda parada foi no Cânion Cascatinha, mas aqui apenas para contemplação. Vimos em alguns blogs que é possível chegar também por trilha, para quem quer curtir a queda d’água.

Cânion Cascatinha.

Cânion Cascatinha.

Cânion Cascatinha. Apenas contemplação.

Cânion Cascatinha. Apenas contemplação.

Até aqui existem idiotas para vandalizar o lugar.

Até aqui existem idiotas para vandalizar o lugar.

Já na terceira parada a lancha ficou bastante tempo estacionada para que todos pudessem curtir adequadamente o Mar de Minas. A parada foi no Cânion Cascata, ou Cachoeira do Cânion. É a maior queda d’água do complexo. Ali também param as chalanas (1ª parada deles).

Lago de Furnas - Cânion Cascata, ou Cachoeira do Cânion.

Lago de Furnas – Cânion Cascata, ou Cachoeira do Cânion.

Lago de Furnas - Cânion Cascata, ou Cachoeira do Cânion.

Lago de Furnas – Cânion Cascata, ou Cachoeira do Cânion.

Algumas pessoas não se contentam em apreciar a beleza do lugar, nadar em águas cristalinas. Precisam “aparecer”, colocar em risco a vida e estragar o passeio dos demais (caso algo de pior aconteça).

Sempre tem aquele que quer aparecer.

Sempre tem aquele que quer aparecer.

A quarta e última parada é no bar flutuante da Lagoa Azul, com tempo para nadar (respeite a área demarcada para não ser atropelado por nenhuma lancha).

Bar flutuante da Lagoa Azul.

Bar flutuante da Lagoa Azul.

Nesta parada, não vale a pena pagar para entrar no complexo de cachoeiras da Lagoa Azul. O preço estava em R$ 30,00 por pessoa, e o tempo disponível seria muito pouco. Melhor chegar pela estrada, e pagar para ficar mais tempo.

Lagoa Azul.

Lagoa Azul.

Retornamos à marina após aproximadamente 2h15min de passeio.

Apesar de recomendações para almoçar no Restaurante do Turvo, optamos por algo mais ace$$ível. Fomos em um restaurante por quilo, logo ao lado, mas que só abriria ao meio-dia (ainda faltavam uns vinte minutos).

Após o almoço, seguimos para a Trilha do Sol para aproveitar a tarde de sol curtindo as cachoeiras do local. Você confere como foi no próximo post.