Férias no Peru – Dia 6 – 10 de maio de 2025 – Laguna Paron
Depois de um dia inteiro aclimatando na altitude de Huaraz (3.060 metros), partimos para nossa primeira trilha no Peru: a Laguna Paron.
Alimentada por geleiras dos picos nevados circundantes, incluindo o Nevado Huascarán, a montanha mais alta do Peru, a Laguna Paron é o maior lago de água doce da Cordilheira Branca, e está localizada dentro do Parque Nacional Huascarán, distante quase 100km de Huaraz, em Caraz.
O tempo de deslocamento até lá foi o motivo de acordarmos bem cedo, às 5:00h. O guia Mario nos buscou no hotel às 6:00h.
O termômetro marcava 1ºC.

Conforme combinado, o hotel havia deixado nosso café da manhã no balcão da recepção, porém, algum turista “se confundiu” e pegou nossos pacotes. No balcão, havia uma relação de lanches, com o número dos quartos, tudo certinho, mas restava apenas um pacote com o número de outro quarto. Pegamos.
Durante a maior parte da viagem, o céu ainda estava escuro. Passamos por vários vilarejos, todos tem o mesmo visual de casas não terminadas (sem acabamento), ruas de terra, obras etc.
O último trecho do caminho, 32km por estrada de terra com muitas pedras, é bem íngreme. Após a guarita do Parque Nacional Huascarán, só piora, pois fica estreita e sinuosa. Mas a paisagem ao redor é exuberante.



Chegamos no local de estacionamento às 9:30h. O Mario estacionou a cerca de 50 metros de uma uma pequena queda d’água de degelo e umas tábuas por onde só passava uma pessoa por vez.
A altitude (ainda) não estava atrapalhando. O desafio inicial foi atravessar por cima das tábuas, que estava com gelo e bem escorregadia.

Feita a travessia, finalmente começamos nossa caminhada a 4.200 metros do nível do mar. Foram apenas 450 metros até o Centro de Informações Turísticas.
É comum ler em blogs que é possível chegar com o veículo até a margem da lagoa. Já não é mais; os veículos chegam até o ponto abaixo, apenas.

O Mario nos entregou o lanche de trilha da agência Inkaland. Por fim, o nosso pacote “sumido” acabou não fazendo falta.

Tiramos algumas fotos ali na margem, fomos ao banheiro (1 Novo Sol), fizemos um lanche rápido e subimos até o mirante. Ali também são vendidos snacks, água, isotônico e souvenires.






Isso mesmo, subimos mais ainda, até 4.350 metros. Esse trecho foi bastante desafiador.

A trilha começa fácil, demarcada na terra. Depois vira tudo rocha, com pedras de diversos tamanhos. É preciso saber onde pisar, pois tem pedras menores que estão soltas. E onde é trilha, tem aquela “areinha” formada por pedrinhas esfareladas, que deixa o caminho escorregadio.Mas não é difícil. Basta subir devagar e com atenção.



O que pegou mesmo foi o frio. Estávamos bem agasalhados, com gorro, luva, cachecol, e mesmo assim sentindo frio.
Ainda no hotel, vimos que a temperatura prevista para o período em que estaríamos por lá era de -1ºC a 4ºC.





E começaram alguns efeitos da altitude. Sentimos as mãos formigando.
Alcançamos o mirante, mas, por sugestão do guia, subimos um pouquinho mais (!!!!) até um ponto com melhor visão.




Devido ao excesso de nuvens, não foi possível enxergar a Pirâmide de Garcilaso, uma montanha de 5.885 metros de altitude que muitos confundem com a montanha
Artesonraju, que idealizou o logotipo da Paramount, localizada mais a esquerda.

Após várias fotos, descemos a trilha em mais ou menos 40 minutos, de vota ao Centro de Informações Turísticas. A formigação nas mãos havia passado, mas a dona Patroa começou a ter dor de cabeça.
Enquanto o guia preparava nosso almoço, ele indicou uma estradinha que contornava a Laguna ao lado esquerdo, e fomos caminhando até uma casinha ao final da trilha.






O almoço seria servido ali na margem da Laguna, mas estava muito frio e ventando. Então fizemos uma foto da mesa posta, depois recolhemos tudo e fomos almoçar dentro do Centro de Informações Turísticas.


O prato era quinoa com raspas de amêndoas, e abacate. De sobremesa, um brownie coberto com chocolate.


Dona Patroa não quis comer nada, estava com enjoo. Tomou apenas uma xícara de chá de coca.
Às 13h, nos despedimos da Laguna Paron. Quando foi 16:50h estávamos no hotel em Huaraz.
As festividades na cidade estavam à todo o vapor.

Avisamos novamente na recepção sobre o horário de saída no dia seguinte, que seria mais cedo ainda, às 4h, e a pessoa disse que deixaria os lanches para nós. E confirmou que, através das câmeras, viu que realmente um hóspede pegou nossos pacotes pela manhã.
Antes do jantar, fomos num mercado pertinho do hotel, e retornamos ao restaurante Illa, desta vez pedindo uma sopa para cada, conforme recomendação do guia.

A trilha do dia seguinte exigiria mais de nós, e uma refeição leve na noite anterior era o mais indicado.
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