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2025: Férias no Peru

Depois de passarmos o ano de 2024 sem viagem de férias (motivo: troca de emprego), decidimos que em 2025 passaríamos nossas férias no Peru.

Vocês devem ter percebido que já tem algum tempo que muitas revistas e sites especializados trazem publicidade sobre o Peru. E nosso interesse em visitar o país vem desde o início destas publicações, mas fomos adiando por ser um país vizinho, embora não tão perto como Uruguai, Chile e Argentina.

Férias no Peru: postagem em rede social em 2016
Férias no Peru: postagem em rede social em 2016

 

No entanto, o que fez a gente bater o martelo e escolher o Peru como nosso destino de férias foi uma foto da Laguna 69, em Huaraz, norte do país. Que maravilha de lugar.

Laguna 69 - Peru
Laguna 69 – Peru

 

Link do instagram: https://www.instagram.com/p/ChH33qDgDmP/?img_index=1

Obviamente que uma viagem de férias no Peru tem a capital Lima, Cusco e Machu Picchu como destinos básicos para uma primeira visita. O que não falta na internet são roteiros planejando uma viagem de 8 dias por esses lugares.

Porém, nosso roteiro foi além do básico: incluímos a já mencionada Huaraz, e Puno, como destinos adicionais, totalizando 18 dias de viagem.

E é por Machu Picchu que deve começar o planejamento (e os gastos).

Machu Picchu é longe, é caro, e possui limite de visitantes por dia. Mas é imperdível.

A recomendação geral encontrada em sites e blogs de viagem é para realizar a compra dos ingressos para a Cidade Sagrada com 6 a 8 semanas de antecedência do dia da visitação.

Logo, você vai precisar pesquisar os horários de trem para Aguas Calientes, também conhecida por Machu Picchu Pueblo, e decidir se vai ou não fazer um pernoite na cidade, ou em Ollantaytambo, ou um bate e volta a partir de Cusco.

Mas fica um aviso aqui: não é permitido levar bagagem para Aguas Calientes, nem mesmo se for pernoitar por lá. Se você pretende visitar Machu Picchu no meio de um deslocamento entre dois outros destinos, sua bagagem deverá ficar guardada no escritório da empresa de trem em Ollantaytambo.

Para Aguas Calientes, apenas uma mochila pequena.

Existem ainda opções bem mais econômicas para visitar Machu Picchu, como chegar pela hidrelétrica, ou as mais aventureiras, como a Trilha Inca Clássica com seus 44km de caminhada em 4 dias, ou a Trilha Inca Cênica com 70km. Linkamos para vocês conhecerem direto com quem as fez.

Basicamente, não importa o que você vai visitar durante toda a sua viagem no Peru. Comece por Machu Picchu e em seguida planeje o vai fazer antes e depois da Cidade Perdida dos Incas.

A melhor época para visitar Machu Picchu é na estação seca, durante o inverno andino, entre maio e setembro/outubro. Nesses meses, o risco de chuva é menor (mas pode ocorrer), e com dias ensolarados o passeio fica mais agradável e as fotos mais alegres.

Dinheiro no Peru

Se quiser levar dinheiro em espécie em suas férias no Peru, opte por moedas fortes, como dólar ou euro, e troque ao chegar em Lima. Há postagens atualizadas na internet indicando onde estão as melhores cotações. Não vale a pena comprar Nuevos Soles ainda no Brasil.

A melhor opção acaba sendo abrir uma conta global que oferece cartão de débito em dólar. Alguns bancos como o C6, Inter, ou a Nomad e Wise, oferecem esse produto. Os gastos são convertidos na hora do uso, da moeda local para dólar, sem custo adicional.

O cartão de crédito internacional fica como recurso de emergência.

Transporte

O trânsito em Lima é caótico. Alugar um carro lá beira a insanidade.

Não existem linhas de metrô, então o deslocamento mais prártico acaba sendo o transporte por aplicativo.

Vimos muitas queixas no Reclame Aqui de quem passou perrengue nas viagens porque não conseguiu pagar as corridas com o cartão da conta global e precisou usar o cartão de crédito (mais caro devido a conversão e impostos).

Nós não tivemos dificuldade nenhuma, e acreditamos que o pulo do gato é a forma de cadastrar o cartão no aplicativo.

Uma vez que a conta é global, a emissão do cartão não foi feita no Brasil. Então, na hora de cadastrar o cartão no app, o país não pode ficar Brasil (que já vem no automático). É preciso ajustar para o país emissor (normalmente Estados Unidos).

As telas abaixo foram capturadas pelo site e pelo app da Uber.

Cadastro do cartão pelo site (esq.) e App (dir.)
Cadastro do cartão pelo site (esq.) e App (dir.)

 

Ingressos para Machu Picchu

A partir de junho de 2024, a visitação na cidadela de Machu Picchu sofreu algumas alterações. Até então não havia muito controle sobre o que o turista poderia visitar e o tempo que poderia ficar no alto da montanha.

Com a criação de circuitos e rotas, passou a existir uma limitação de tempo e também sobre o que será visto. Certamente, para ver tudo que você considerar interessante, mais de um ingresso será necessário.

Ingresso para Machu Picchu
Ingresso para Machu Picchu

 

Para saber tudo sobre os circuitos e rotas, visite o site Melhores Destinos.

É necessário levar os ingressos impressos (mais o documento de identificação).

Passagens de Trem

Existem duas empresas que operam o trajeto entre Ollantaytambo até Machu Picchu Pueblo (ou a partir de Cusco): a Inca Rail e a Peru Rail. Ambas possuem serviços, preços e horários similares, e utilizam as mesmas estações ferroviárias. A duração da viagem é entre 1h30min a 2 horas.

Bilhete de trem para Aguas Calientes
Bilhete de trem da Peru Rail entre Aguas Calientes e Ollantaytambo

 

Além dos bilhetes mais econômicos (apenas no nome), as duas ofefecem bilhetes em trens panorâmicos, com teto de vidro e tal, por um valor mais alto.

A Peru Rail não requer a impressão do bilhete; a sua versão eletrônica no celular é suficiente para o embarque (mais o documento de identificação).

Ônibus para a cidadela

A menos que você queira subir caminhando por 2 km até o sitio arqueológico, vai precisar comprar os bilhetes do ônibus que faz o vai e vem de Aguas Calientes até a cidadela de Machu Picchu.

BIlhete de ônibus para a cidadela
BIlhete de ônibus para a cidadela

 

Comprar com antecedência é aconselhável, mas não obrigatório, e não precisa ser tão antes como os ingressos para a cidadela. Mesmo porque as vendas online só disponibilizam datas com intervalo de 30 dias. Ou seja, se você pretende ir em junho, apenas em maio a venda estará disponível.

Se quiser comprar presencialmente, dê preferência por chegar em Aguas Calientes no dia anterior a visita, para não precisar ir muito cedo para a fila do caixa. Não recomendamos se for fazer bate e volta.

O website oficial para a compra é a Consettur.

Chip de celular

Esta foi a primeira viagem internacional em que adquirimos um chip de celular. Foi necessário porque utilizaríamos muito transporte por aplicativo, não só em Lima, mas também em Huaraz, Cusco e Puno.

Existem diversas empresas que oferecem o serviço de chip físico (SIM card) e chip eletrônico (eSim), compatível com diversos modelos de celulares. Alguns bancos, quando você abre sua conta global, oferecem o chip eletrônico com planos atrativos.

A sua operadora brasileira também deve ter um plano de roaming disponível.

Não é recomendado deixar para comprar o SIM card ao chegar ao Peru. Apesar de custar bem menos, você vai empenhar muito tempo para comprar e fazer a recarga do chip, como explicado no Viaje na Viagem.

Mas caso prefira essa opção, cuidado ao pronunciar “Chipi”. Use o termo SIM Card e evite complicações rsrs.

Passagens aéreas

Os bilhetes aéreos para o Peru não são baratos, então é preciso pesquisar bem antes de comprar, pois os valores podem variar dependendo dos dias, horários, e trechos desejados (para qualquer lugar é assim, né).

O trajeto clássico é Brasil/GRU-Lima e Cusco-Brasil/GRU (possivelmente com escala em Lima).

Além das plataformas de venda como Booking, Decolar etc, você pode conferir os preços nas cias aéreas que voam para lá, com Latam, Sky Airlines, JetSmart etc.

Como dito anteriormente, Lima, Cusco e Machu Picchu cabem em uma viagem de 8 dias. Tente chegar na sexta-feira de noite para ter mais dias inteiros para desfrutar dos destinos.

Nosso planejamento

Planejamos iniciar nossas férias no Peru dia 04 de maio, com a visita à Machu Picchu no dia 17 de maio.

Pesquisamos bastante sobre as várias formas de se chegar até Aguas Calientes:

  • Bate e volta a partir de Cusco
    Precisa sair de Cusco de madrugada em transporte coletivo ou privativo (esse bem mais rápido – e caro) com destino a Ollantaytambo, seguir de trem até Aguas Calientes, e depois da visitação fazer o caminho contrário para retornar até Cusco.
  • Pernoite em Ollantaytambo
    Opção interessante se contratou um tour pelo Vale Sagrado. Ollantaytambo é a última cidade do roteiro. Avise ao guia que não retornará com o grupo, conheça um pouco mais de Ollantaytambo e durma por lá. No dia seguinte, bem cedo (mesmo), pegue o trem para Aguas Calientes. Após a visitação, retorne para Ollantaytambo e depois para Cusco ou seu próximo destino.
  • Pernoite em Aguas Calientes
    Siga de transporte coletivo (ou privativo) até Ollantaytambo. O horário de saída vai depender do quanto de tempo livre você vai querer por lá. Conheça a cidade e siga para Aguas Calientes para o pernoite. No dia seguinte, faça a visitação e depois retorne para Ollantaytambo e, na sequência, para Cusco ou seu próximo destino.

Nós optamos pelo pernoite em Aguas Calientes, comprando tudo (trem, ônibus, hospedagem e ingressos) antecipadamente.

Trem: nossa compra foi feita com a Peru Rail, saindo de Ollantaytambo no dia 16/05 e voltando para Ollantaytambo dia 17/05, ao custo de 72,90 dólares por pessoa, cada trecho (na época, a conversão estava R$ 5,65).

Na época, no site da Inca Rail não conseguimos escolher a ida em um dia e a volta em outro. Ao selecionar o dia de retorno, automaticamente a data de ida era igualada.

Ônibus: Compramos de forma antecipada no site da Consettur. Cada trecho custou 12 dólares por pessoa (R$ 5,65 na época). Leve o bilhete impresso.

Por garantia, nós sempre levamos tudo impresso.

Hospedagem: como quase sempre, fechamos os hotéis de toda a viagem através do Booking.

A hospedagem em Aguas Calientes, para apenas uma noite, gerou um pouco de apreensão. Fizemos a reserva com base no preço mais barato. Recebemos a confirmação e tudo o mais.

Um ou dois dias depois, não me lembro o motivo, decidimos olhar a localização, mas as imagens do Google tinham mais de 10 anos. E de repente o hotel não aparecia mais nas opções do Booking. Mas a reserva estava lá no meu perfil.

Procedemos com o cancelamento e fizemos nova reserva, desta vez no Catari’s House.

Ingresso: nós adquirimos o Circuito Clássico 2-B, com a vista clássica de Machu Picchu e passando pelas terraças inferiores, para às 9h do dia 17/05/25, ao custo de 159,48 Nuevo Soles (PEN) por pessoa (na época, a conversão estava em R$ 1,64 – sim, a moeda do Peru é mais forte). O site oficial para a compra dos ingressos está no link.

Hospedagens

Em Lima, ficamos no Hotel Tierra Viva Larco Miraflores, relativamente perto do Shopping Larcomar e do Parque Kennedy.

As opções em Huaraz estavam com preços um pouco acima do que imaginávamos. Fechamos com o Hotel El Jacal Classic, bem recomendado por viajantes e com preços mais aceitáveis.

Em Cusco, a escolha precisa ser bem pensada. Como a cidade está na altitude, qualquer subidinha a mais pode ser bem cansativa. Os hotéis mais próximos da Plaza Mayor são os que ficam sem vagas primeiro. Escolhemos um hotel aparentemente novo, pois sua fachada não aparecia no Google Maps, localizado próximo da estação ferroviária San Pedro. O atendimento do Kantu Hotel foi muito bom desde sempre.

O último hotel da viagem foi em Puno, onde ficamos no Mosoq Inn. Localizado há poucas quadras da Plaza Mayor.

Compra das passagens aéreas

Os bilhetes aéreos para o Peru não são baratos, então é preciso pesquisar bem antes de comprar, pois os valores podem variar dependendo dos dias, horários, e trechos desejados (para qualquer lugar é assim, né).

Uma vez que nosso roteiro incluía Huaraz e Puno, o trajeto clássico Brasil/GRU-Lima e Cusco-Brasil/GRU (com escala em Lima) não funcionaria.

Huaraz é atendido pelo aeroporto em Anta (Aeroporto Comandante FAP Germán Arias Graziani), distante 20km, com voos da Latam, porém incluir esse trecho era quase que comprar uma segunda passagem Brasil-Peru (exagero, mas ficava bem caro).

Então, compramos o trecho Brasil/GRU-Lima e Juliaca-Brasil/GRU (com escala em Lima) voando com a Sky Airline através do Decolar. E o trecho Lima-Cusco através do Booking voando com a JetSmart.

Deslocamentos

Conforme dito acima, Huaraz é atendido pelo aeroporto de Anta. Devido ao valor das passagens, optamos por realizar o percurso de ônibus, ao custo de 85 Nuevos Soles (PEN) por pessoa, por trecho. Escolhemos a empresa Cruz del Sur.

São aproximadamente 10 horas de viagem, quem podem ser percorridas em viagem diurna ou noturna. Fizemos cada trecho em um horário, e durante as postagens vocês saberão o que achamos de cada um deles.

De Cusco até Puno também fomos de ônibus, porém não através de linha direta. Contratamos um passeio chamado Rota do Sol, com a empresa Turismo Mer, fazendo algumas paradas para visitar locais turísticos + almoço.

Passeios

Para Huaraz, fechamos os passeios com a agência Inkaland, ainda no Brasil. Os preços são elevados, mas é certeza de não passar por nenhum perrengue. Mas, se preferir, pode contratar passeios com os taxistas que ficam na saída da rodoviária.

Fechamos três passeios com eles: Laguna Paron, Laguna 69 e Sítio Arqueológico de Chavin.

Já em Cusco, contratamos um passeio com a Inkari Peru pelo Vale Sagrado, mas que não incluía Ollantaytambo, pois já tínhamos outros planos para aquele sítio. A agência fica na Av. El Sol, pertinho da Plaza Mayor.

Por fim, em Puno, contratamos um passeio de barco pelo lago Titikaka pelo site da Titicaca Travel Peru, visitando a ilha flutuante de Uros e a Ilha Taquile.

Dinheiro

Como nosso planejamento das férias no Peru começou com bastante antecedência, abrimos uma conta global que tem cartão em dólar, e fomos carregando os valores aos poucos, quando a cotação do dólar estava mais baixa. Levamos um pouco de dólares que já tínhamos e o cartão de crédito para emergência.

Quase tudo foi pago no cartão de débito da conta global, sem câmbio ou taxas adicionais. Fizemos apenas três saques, uma vez em Lima, outra em Huaraz e a última em Cusco.

Internet

Sobre o chip de celular, depois de muito pesquisar, optamos por comprar nosso SIM Card físico na America Chip. O prazo de entrega estimado era de 15 dias, mas compramos com um pouco mais de antecedência, e o chip chegou dentro do prazo.

A ativação é feita apenas no dia informado durante a contratação, então não tem problema se você recebe-lo dias antes.

Nas próximas postagens iniciaremos os relatos dessa viagem de férias no Peru.

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